O “Novo Homem”

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Em primeiro lugar é importante dizer que nascemos machos e mais tarde viramos homens. Parafraseando Simone de Beauvoir podemos dizer: “não se nasce homem, torna-se homem”. A ideia de homem, assim como a de mulher, é socialmente construída. A masculinidade vai se construindo em meio à linguagem do ambiente, em meio às expressões de aprovação, de consideração e de confirmação por seu sexo. Isto é transmitido pelos adultos, e se um pai é “machista” é de se esperar que tenha e promova ao filho dificuldades futuras para que se torne o “Novo Homem”.

O que é o “Novo Homem?” (com “H” maiúsculo sim!)

Com relação ao sexo ele continua valorizando a atividade sexual segura e prazerosa como importante para sua qualidade de vida. Porém, tem que avançar mais, entendendo que sexualidade envolve também os genitais, mas os transcende. É fundamental que exista compreensão por parte dele que sexualidade envolve afeto, comunicação, carinho e prazer (que nunca foi sinônimo de orgasmo). E não se restringe apenas no encontro de genitais, portanto, é mais do que a prática de relações sexuais. Sou grande fã de Arnaldo Jabor, e assinaria embaixo quando afirma que o homem é prosa e a mulher, poesia. Na prosa busca-se retratar a realidade de forma concreta e objetiva, já a poesia privilegia o subjetivismo.

O “Novo Homem” convive em um mundo onde não há mais espaço para o sexismo – discriminação entre sexos. Sabedor que é imperioso no mundo atual a busca da igualdade dos sexos em todas as esferas da vida, inclusive na vida familiar e comunitária ele se responsabiliza pelo seu comportamento sexual e reprodutivo além de assumir sua função social e familiar. Adaptando-se a uma nova relação, o novo homem não é mais aquele que entendia o casal como o espaço de relacionamento em que um tinha direitos e deveres – homem-, e o outro apenas deveres – mulher, uma relação desigual, 2:1. As novas relações exigem que seja 2:2 em que ambos têm direitos e deveres iguais e cada um se empenha para compreender as diferenças pessoais do outro, que não são baseadas em direitos diferentes, mas em personalidade, criação, gosto, cultura, etc.

1be75671-fb17-4774-9266-4519d156b6a3O “Novo Homem” aprende a ser colaborador no relacionamento (não apenas provedor), a respeitar a individualidade de sua parceira, a administrar crises conjugais e buscar relações sexuais atrativas, inovadoras. Procura namorar sua parceira e estimula-la para a erotização complementar, dentre tantas outras habilidades que tem necessariamente de aprender. Sabe, com certeza, que só quem é livre sabe e pode amar. E que no sexo, não há espaço para monotonia (feito do mesmo jeito e lugar), e que ninguém é responsável pelo prazer do outro, mas que a busca do prazer e segurança é direito e dever de ambos.

O “Novo Homem” cuida de sua saúde regularmente, como tradicionalmente faz a mulher. Periodicamente, busca o urologista para avaliar sua saúde sexual e reprodutiva, assim como o clínico para avaliação de sua saúde geral. Procura alimentar-se corretamente, bebe eventual e moderadamente, não fuma e foge do sedentarismo.

O “Novo Homem” é também o cuidador de seus filhos, harmonizando muito bem proteção e afetividade. Talvez, o mundo exija dele um novo personagem, o ser “Pãe” (mescla de pai e mãe).

O “Novo Homem” não é o sexo frágil e não aceita que sua parceira o seja, pois se prepara diariamente para um mundo onde deve existir equidade de gênero, bem-estar, prazer e alegria.

Gerson Lopes.

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