Um tratamento simples para um problema perturbador

“O homem sobrevive a terremotos, epidemias, aos horrores das doenças e a todas as torturas da alma, mas a tragédia mais atormentadora de todos os tempos tem sido, é e será a tragédia da cama”.     Leon Tolstoi (1828-1910)

Provavelmente Tolstoi estava pensando na disfunção erétil (DE). O homem acredita, durante grande parte da sua vida, que pode manter o mito da “máquina masculina”. O homem com dificuldade de ereção foge de qualquer contato, para não lidar com a angústia do fracasso. Em alguns casos, pode até perder o desejo sexual como processo de defesa ao risco da falha. Pior que falhar é a possibilidade de falhar.

A DE deve ser encarada como um problema de saúde pública, já que cerca da metade dos homens entre 40 e 70 anos apresentam essa disfunção em vários graus: leve, moderado e acentuada ou total.

Além disso, é muito significativa a descoberta de que a DE em homens maduros é um marcador de doença cardiovascular futura. Ou seja, seu diagnóstico precoce e tratamento efetivo, junto com medidas gerais para melhorar a qualidade de vida (dieta adequada, exercício físico regular e combate ao estresse) pode ser uma forma de evitar doenças futuras como: acidente vascular cerebral (AVC), infarto, hipertensão arterial, diabetes, etc.

Para saber qual a causa da DE (física ou psíquica) deve-se pesquisar se o problema tem origem vascular (aterosclerose etc.), neurologia (diabetes etc.), problema do corpo cavernoso ou hormonal. Geralmente, a DE psicogênica afeta homens mais jovens (com menos de 40 anos), que relatam ereções matinais, noturnas e na masturbação. Falam também de um comportamento de desejo sexual (possível mecanismo de defesa) e que seu problema apareceu de maneira súbita (são capazes de relatar o momento específico em que iniciou o problema). Muitas vezes, um eventual fracasso traz ansiedade de desempenho, o que leva a um novo fracasso, instalando-se um ciclo vicioso.

Para escolher o melhor tratamento, é necessário um diagnóstico correto. Caso se confirme uma causa física, o tratamento irá variar dependendo da parte do organismo comprometida (vasos, nervos, hormônios, etc.). O avanço na andrologia e sexologia permite que a pessoa possa contar com vários instrumentos para resolver a DE: medicações orais seguras e efetivas, drogas intracavernosas ou cirurgias (implantação de prótese, etc.).

Casos identificados como psicogênicos devem ser tratados por um profissional especializado (sexólogo), que utilizará a terapia comportamental-cognitiva (de curta duração) como base da terapia sexual. O médico sexólogo, nesses casos, poderá utilizar da medicação oral como terapia coadjuvantes essenciais do processo de cura.

Sem dúvida, a maior revolução nos últimos tempos para o tratamento da DE se deu com o advento das drogas orais que ingeridas sob orientação médica podem reverter um quadro tido como “irreversível” de DE. Todas as drogas orais para DE atuam da mesma forma no sentido de aumentar no corpo cavernoso do pênis as substâncias relaxantes que facilitam a ereção. Porém há um esquema diário com a Tadalafila oral (5 mg/dia). Com isso facilita a espontaneidade para a relação sexual.

São incontáveis os resultados positivos de homens maduros bem-sucedidos profissionalmente, mas deprimidos pela DE, que são resolvidos através de terapia sexual (quando necessária) e drogas orais. Existem algumas crenças distorcidas sobre a medicação (fácil dependência, problema cardíaco grave, etc.) que devem ser trabalhadas, pois, a maioria delas não corresponde à verdade. Trata-se de medicamentos seguros e efetivos, quando bem indicados sob prescrição médica. Um tratamento simples para um problema tão perturbador.

disfunção-erétil

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