A TV ainda tem um papel na vida das crianças?

Acredito que ainda tem, e muito! Infelizmente, na maioria das vezes, atua no sentido mais negativo quando os pais se colocam muito ausentes, tanto que o pediatra moderno diante de crianças com problemas comportamentais tem que abordar quantas horas e que tipo de programa ela assiste.

Com relação à sexualidade, a televisão vincula o sexo de maneira apelativa, sem afeto, estereotipado, etc. Isso pode leva-las a serem mais indiferentes à violência e mais presas a conceitos machistas ou de mulheres submissas, etc.

A família tem que entender que não dá para terceirizar a educação dos filhos com relação à afetividade e a sexualidade, assim como não pode culpar a televisão, por mais cômodo que possa parecer. Estar disponível não só fisicamente, como também amorosamente para os filhos é condição básica para o desenvolvimento deles. Não é a quantidade de tempo que importa e, sim, a qualidade deste.

Acredito que a televisão possa ser um importante aliado à formação dos filhos, colocando limites em horários e nos canais a serem vistos. Existem programas de grande qualidade   e alguns desenhos animados em alguns canais, que velem ser vistos, particularmente, junto dos filhos.

Qualquer programa que vincule violência mesmo que seja no formato de desenho animado deve ser evitado. A autoridade dos pais (limites), por mais trabalho que dê é fundamental na formação das crianças. É preciso saber dizer não, por maiores que sejam as suas implicações. Uma receitinha saudável é combiná-la com afetividade. Autoritarismo só é necessário quando não existe autoridade.

No momento em que as dúvidas, medos aparecem é importante a presença de um dos pais para uma resposta. Saber dizer “não sei” é melhor que não dizer nada. Abrir questões frente a uma cena pode ser oportuno para desenvolver intimidade, afetividade (cuidado) e autoridade.

 Quando os pais trabalham fora e se tem babás, o limite ao filho deve ser discutido com ela e não se deve deixar de estar atento ao comportamento da criança. Quando a gente desenvolve a habilidade de não só vê-la como também observá-la, não só ouvi-la, mas também escutá–la, qualquer mudança em seu comportamento é facilmente detectada e ela sente nos pais um “porto seguro”. Ver e ouvir são fenômenos puramente físicos, ao passo que observar e escutar são fenômenos psíquicos. É difícil acreditar que existem pais que não são capazes nem de ver e ouvir seus filhos. Confia a educação deles à babá e responsabilizam a escola pela sua formação, é a velha história de querer terceirizar a educação amorosa sexual à escola.

Lembre-se sempre que a família é a principal e genuína educadora da sexualidade, amor, desenvolvimento da personalidade e conhecimento de si mesmo para as crianças. A escola pode contribuir e, muito, como catalisadora (facilitadora) desse processo. No mundo atual, não há espaço para escolas comprometidas apenas com o intelecto da criança. Educar é facilitar o crescimento como um todo.

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