Aprendendo sobre sexualidade em minipílulas (1)

  1. Desde o momento histórico em que o ser humano descobriu que a fertilidade se dava pela união dos gametas passou a se preocupar com estratégias de viver o prazer, isentando-se do risco de reprodução. Do mesmo modo buscou soluções para os problemas de infertilidade. Parece mentira, mas os povos primitivos achavam que o desejo de filho levaria a mulher a tê-lo primeiro no coração e depois se deslocaria para a barriga. Lindo né?
  2. Diariamente há mais de 100 milhões de relações sexuais, um milhão de novas gravidezes (50% não planejadas e 25% não desejadas), 150.000 abortos induzidos, sendo 50.000 abortos ilegais e mais de 500 mulheres morrem por complicações do aborto. Isso é o que dizia um relatório da OMS.
  3. Na adolescência, a puberdade é a modificação mais importante e representa as alterações biológicas que nos permitem a condição de reprodução. Os maiores fenômenos nesta fase são a primeira menstruação na mulher e a ejaculação no homem. A partir desta fase a mulher pode engravidar. E há casos, em que a menina engravida mesmo antes da primeira menstruação. Assim, todo (a) adolescente deve ter informações corretas sobre o seu corpo e suas modificações, sobre contracepção e doenças sexualmente transmissíveis.
  4. A gravidez ocorre quando há o encontro do óvulo, o gameta feminino, com o espermatozoide, produzido pelos homens. Enquanto as mulheres liberam um óvulo, em média, por mês, os homens fabricam espermatozoides constantemente, liberando-os através da ejaculação. Em geral, o dia mais provável de ovulação das mulheres acontece 14 dias após o início da menstruação. Mas, quando o ciclo menstrual não é regular, esta regra não pode ser levada em conta. Ela só é válida para mulheres que ficam menstruadas a cada 28 ou 30 dias. O período de maior risco de gravidez ocorre no dia da ovulação ou três dias antes ou três depois dela ter ocorrido. Mas para usar a tabela como método anticoncepcional, é preciso conhecer muito bem o organismo feminino e seu ciclo menstrual. Lembrem-se, cada caso exige cuidados diferenciados.
  5. Usar camisinha durante as relações sexuais passou a ser uma questão de segurança desde o recrudescimento das DST, incluindo aí o aparecimento da AIDS. Entretanto, muitos homens têm resistência em usá-la, alegando motivos diversos. Nada melhor do que o diálogo franco e aberto nesses momentos. Alegue que usar o preservativo é um modo de respeitar o parceiro e a si mesmo. Respeito ao outro é a síntese do amor, lembre-se. Quando se vir em uma situação de maior intimidade, antes mesmo do primeiro toque genital, aproveite para dizer que considera o preservativo fundamental durante a relação. Converse sobre suas dúvidas preconceitos, dificuldades e angústias. Tudo deve ser colocado com clareza. Se for necessário, recorra à orientação de um especialista.
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