Curiosidade sobre vinho em minipílulas (4)

Você sabia que?

glasses-386819_640Foi com o nome de Xampany que Josep Raventós, em 1872, conseguiu fazer o primeiro grande espumante espanhol, aplicando o método “champanhês” ou “champenoise”. Os experimentos iniciais, com as mesmas uvas com que se elaborava o champanhe francês, a Chardonnay, a Pinot Noir e Pinot Meunier, não deram os efeitos que se esperava na Catalunha. Já, nessa época, se percebeu que as variedades brancas Xarel-lo, Parellada e Macabeo (Viura em Rioja) é que produziam os bons espumantes para a dupla fermentação.

O vinho do Porto tem mais de três séculos de história? Tudo começou quando um comerciante inglês mandou seus dois filhos a Portugal para aprenderem sobre vinhos, e eles tiveram a idéia de juntar um pouco de aguardente vínica portuguesa ao vinho de mesa comum, fortificando-o, para que o vinho agüentasse a longa viagem marítima. Dessa forma, em 1675, pela primeira vez, apareceu a designação “Vinho do Porto”, nome que ficou consagrado, mesmo sabendo que o vinho era originário do Douro.

A história do vinho mais famoso da Espanha, o Vega Sicilia, se confunde com a do vinho espanhol? É interessante relatar que, mesmo antes de Ribera del Duero ser um projeto de denominação de origem, Vega Sicília já era considerado uma lenda entre os vinhos espanhóis. Quase um século e meio de história transcorreu quando, em 1859, Eloy Lecanda recebeu de seu pai, D. Toríbio, terra para plantar cepas compradas em Bordeaux. Inicialmente chamada de Bodegas de Lecanda, depois Hijos de Antonio Herrero, até que em 1952 foi vendida e, um dos proprietários, Jesús Anadon, adotou o nome Vega Sicília para essa vinícola e seu vinho mais importante.

Feito em Portugal desde o século XV, o tinto Pêra Manca teria sido talvez o vinho que os portugueses ofereciam aos índios, naquelas primeiras viagens à “Terra do Pau Brasil”. Há registro de sua exportação através das caravelas, há 400 anos, e D. João II chegou a comentá-lo numa carta da Câmara de Évora, em 1488.

Amarone, vinho italiano famoso (Vêneto), é originário do século XVIII e como toda grande descoberta, o aparecimento foi por acaso. A técnica era para produzir um vinho doce (Reciotto) e não seco. O nome vem de amaro (amargo), não por ser amargo, mas, sim, porque apareceu um produto, que inicialmente foi considerado como uma desgraça, um desastre de produção (nos anos 50). Era para consumo familiar, considerado o “Fernetti” (licor muito amargo) da casa. Porém, o Amarone não é amargo, é seco, fruto de transformação quase total de açúcares em álcool.

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