Mulheres, Sexualidade e História

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 William Masters e Virginia Johnson

O propósito deste artigo é o de falar sobre as mulheres que fizeram (ou fazem) a história da sexologia. O estudo da sexualidade teve seu início no começo do século XX, mas foi com os trabalhos apresentados a partir de início da década de 60 com o casal William Masters e Virginia Johnson (MJ) que a sexologia – ciência que estuda a sexualidade-, ganhou status.

 

Analisando seus casos clínicos que considerava como “falhas”, que a brilhante psiquiatra americana Helen Kaplan, da Universidade de Cornell, sugeriu um modelo de resposta sexual ampliado do casal MJ chamado de trifásico. Até pouco tempo atrás (início de 2000), esse modelo, de três fases: desejo- excitação- orgasmo tinha o consenso da comunidade científica como válido para ambos os sexos. Portanto, unissexual e focado na ansiedade de desempenho como principal fator na origem das disfunções sexuais.

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Helen Kaplan

Desde então várias mulheres deram importantes contribuições à sexologia e a compreensão da sexualidade no feminino ganhou muita relevância.

O relatório Hite, escrito por Shere Hite em 1976, na época trouxe valiosas informações sobre a sexualidade humana e em especial, a feminina, onde descreveu seus achados baseados em mais de 100.000 questionários anônimos.

Várias outras estudiosas da sexologia, como Susan Davis, Sandra Leiblum, Bervely Whipple, Kirsten Fugl-Meyer, Leonore Tiefer, Julia Heiman, Lorraine Dennerstein, Alessandra Grazziotin, dentre outras, ajudaram na melhor compreensão da sexualidade no feminino. Não poderia deixar fora da lista uma das grandes colaboradoras no estudo da sexualidade feminina que é Rosemary Basson.

Esta psiquiatra canadense de Vancouver, lançou em 2001 um novo modelo de resposta sexual feminino, que atualmente é o aceito pela World Association for Sexual Health (WAS). Neste modelo, se aceita que a mulher comece um jogo sexual a partir de um estado de neutralidade sexual, e dependendo dos estímulos (beijos, carinho, INTIMIDADE, sentir-se acolhida) é que a mulher passará a estar receptiva para o sexo. Uma vez que estes estímulos estejam de acordo com a vontade da mulher ela passará a um estado de excitação mental subjetiva, e depois também corporal, que fará com que fique satisfeita com o encontro e assim mais disposta para iniciar ou mais receptiva a um novo encontro. Se neste ciclo a mulher atingir o orgasmo este será um reforçador ainda maior para um novo ciclo, porém ele não é obrigatório para que ela sinta satisfação sexual.

A sexualidade no feminino tem muito a ver com as grandes transformações nos modos de vida e papéis desempenhados pelas mulheres a partir de 1960. Esse contexto a fez ocupar um novo lugar na sociedade, com participação ativa nas ciências.

 

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