Vinho e sexo: divagando, filosofando e parafraseando

www.tbfoto.com.br HYATT - SP/SP - 21/06/2011 Foto: Tadeu BrunellDegustar é beber a passo de caracol, assim como o sexo deve ser feito, devagar, devagarinho.

A degustação é uma metáfora dos jogos amorosos. Há quem pense que o objetivo dos jogos amorosos é o orgasmo, assim como ao degustar, o de acertar os vinhos em uma prova às cegas ou descrevê-los de maneira correta. O vinho deve ser sentido em todos os instantes da prova. O objetivo do jogo amoroso é estar brincando, curtindo o prazer dos olhares, tocares, sentires, ouvires, falares etc. Na degustação, o objetivo não é o final, a descrição das características organolépticas do vinho (visão, aroma, paladar, etc), muito menos o acerto da uva/vinho. O objetivo é o prazer de estar indo. O prazer da “viagem”.

Alguém já disse e concordo que “degustar às cegas é como fazer amor no escuro”. Não há exercício maior de aprendizagem que este tipo de prova/degustação (“às cegas”), onde os rótulos são tapados. O vinho é brincalhão, ri da razão. Na hora que os rótulos são expostos, ele teima em nos humilhar. Achamos que sabemos muito, e percebemos que não sabemos nada (ou quase nada).

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A degustação às cegas exige de nós muita humildade, condição fundamental para qualquer processo de aprendizagem.  Como no sexo, aqui se constata, que somos eternos aprendizes.

Há muitas mentiras e mentirosos a respeito de sexo e vinho. “Já se disse mais bobagens sobre vinhos do que sobre qualquer outro assunto, com a possível exceção do orgasmo feminino e da vida eterna”, disse o escritor gaúcho Veríssimo.

Sexo e vinho, sob as bênçãos de duas divindades: Eros e Baco.

Sua divindade, o sexo. Eros, o deus do amor, é um dos personagens mais complexos da mitologia. Personifica todos os sentimentos ligados ao amor e ao desejo.

Sua divindade, o vinho. O vinho se faz presente na mitologia grega e romana, respectivamente, por Dionísio e Baco. Na mitologia grega, entre os deuses olímpicos estava Afrodite – deusa do amor, mais especificamente do amor carnal. Era capaz de seduzir a todos, deuses ou mortais. Vênus é o nome romano de Afrodite. Vinho dos amores carnais, vinho que é sangue e tem corpo.

Sexo e vinho podem viver na mais perfeita comunhão, sob as bênçãos de Baco, divindade grega do vinho, e de Eros, o deus do amor.

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Como não amar uma bebida que, em vez de matar a sede, é capaz de nos fazer sedentos de paixão? Quando tenho sede, bebo água, quando busco prazer, degusto vinho. E tenho dito!

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