A parceira do homem disfuncional

a-8Quando o homem apresenta algum problema em sua saúde sexual – de desejo sexual, disfunção erétil, ejaculação precoce – é normal que a persistência de um destes problemas acabe impactando a parceira. Uma disfunção sexual masculina (DSM) com o decorrer do tempo pode prejudicar o interesse e o desempenho da parceira, levando-a a experienciar falta de desejo sexual, problemas na excitação ou dificuldades de orgasmo.

Por outro lado, temos que considerar também suas expectativas quanto ao tratamento instituído. Em nossa prática clínica de ginecologista com atuação em sexologia, o que a mulher deseja realmente com o tratamento do problema sexual de seu parceiro é:

  • Que ele seja mais carinhoso no dia-a-dia;
  • Que exista mais intimidade entre eles;
  • Sentir-se mais amada, desejada;
  • Livrar-se de alguns fantasmas (de não ser mais atraente, culpa, etc) e medos (traição, separação, etc);
  • Que ele propicie mais carícias durante todo o jogo sexual;
  • Que a vida sexual volte ao normal, “como antigamente”;
  • Que sinta satisfeita sexualmente.

É seu desejo que o médico visualize o tratamento não apenas na questão do prazer/desprazer (ao propor recuperar a função), mas também as questões emocionais e relacionais. No caso, por exemplo, da disfunção erétil (DE), o médico deveria lembrar que atrás de um pênis com dificuldades, existe uma pessoa e do lado dela, outra, portanto, seu objetivo não pode ser o de apenas tratar a disfunção e sim de promover a adequação sexual. Adequação sexual existe quando cada uma das pessoas do par conjugal (ou relacional) está bem consigo e com o outro. Cavalcanti e Lopes deixam claro isso, quando afirmam que “devemos chamar a atenção de que a DE apresentada é um problema do par e sua solução depende da colaboração do casal como um todo”.

Em suma: ela gostaria que o prazer, emoção e comunicação fossem vistos e tratados como uma coisa só. A mulher sabe o quanto é importante a espontaneidade no sexo e o tratamento dentro do possível, não deve comprometê-la, assim como deseja segurança no relacionamento e uma sexualidade prazerosa, propiciando um impacto positivo sobre sua qualidade de vida.

Frente às colocações anteriormente relatadas, fica claro um recado ao profissional médico que cuida da saúde sexual masculina: eles devem abordar a sexualidade (vivência), não apenas a função sexual. Vale muito uma reflexão com a frase abaixo de Cavalcanti & Cavalcanti.

“O ato sexual não é algo que se faz a alguém, mas algo que se faz com alguém”.

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