TOP 10 2016 – “Os melhores vinhos do ano” (I)

Mantendo a tradição publico a lista dos melhores vinhos do ano que degustei. Bons vinhos, felizmente, não faltaram em 2016. Esta lista era publicada no começo do ano seguinte, e como a maioria dos blogs/revistas especializadas publica no final do ano em questão, resolvi acompanhar. No início, e já se vão mais de 10 anos, a lista saía em uma coluna que escrevia – “In Vino Veritas” – do Jornal Estado de Minas, depois, passei a divulgá-la em meu blog Vinho e Sexualidade.

Apesar do prazer que propicia sempre tenho dificuldades de fazer esta lista. Por outro lado, é muito bom relembrar aqueles momentos mágicos que acompanham o vinho. E sempre é uma boa ocasião para externar e reforçar a minha gratidão aos amigos que tornaram possível beber tantas preciosidades. Já dizia o filósofo grego Antístenes: “Gratidão é a memória do coração”. O vinho, além de vida, cultura e amizade, é também memória.

Proponho apresentar o Top 10 2016 por categorias, regiões ou países: “Champagnes e espumantes”; “Vinhos de sobremesa e fortificados”; “Brancos Borgonha”; “Brancos exceto Borgonha” “Tintos Rhône”; “Tintos Italianos”; “Tintos Ibéricos – Espanha e Portugal”; “Tintos Bordeaux”; “Tintos Borgonha” e “Tintos do Mundo (exceto as regiões anteriormente citadas)”.

Todos os vinhos selecionados deram muito prazer e alegria, mas sempre tem um que foi capaz de tocar mais o coração. Este ano não fiquei com um apenas, optei por dois, e ambos foram degustados juntos e causaram intensa emoção. A escolha do melhor vinho do ano depende de muitas coisas, além de sua excepcional qualidade. O dia, o lugar, as companhias, a comida quando presente, a motivação, as expectativas, são alguns dos fatores que podem ser chamados de coadjuvantes.

A escolha recaiu sobre dois vinhos que foram provados no mesmo momento: o Domaine de la Romanée Conti Romanée Saint Vivant Grand Cru 1978 e o Gaja Barbaresco 1971. Ambas as safras foram grandes na Borgonha e Piemonte, respectivamente.

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O DRC Romanée Saint Vivant GC 1978, um vinho dos sonhos, e sem dúvida, a melhor expressão da Pinot Noir. Delicadeza a toda prova, e ao mesmo tempo com uma personalidade ímpar. É um daqueles vinhos para se colocar no currículo.

Curiosidades: O nome no rótulo Marey-Monge abaixo do nome do climat se deu por algum tempo, pois esta família era a dona das parcelas que o DRC fazia o Saint-Vivant e alugava para o DRC. Só mais tarde que foi comprada. E olha quem assinava no rótulo? Lalou Bize Leroy. Na época ainda não estava brigada com a diretoria do DRC. O Leroy em destaque também desapareceu, pois Lalou Bize Leroy tem sua própria vinícola. Entretanto, sua família detinha e ainda detém 50% do DRC.

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O Gaja Barbaresco 1971, não por acaso recebeu do famoso crítico de vinhos inglês, Michael Broadbent, cinco estrelas para a safra e para o vinho. A feminidade (delicadeza, elegância) estava tão presente quanto no da Borgonha, confirmando certa identidade (“parentesco”) entre estas duas grandes regiões.

Curiosidades: nesta época, os produtores acreditavam que o Piemonte só produzia uma grande safra a cada 10 anos e todos foram resistentes em aceitar duas grandes em série (1970 e 1971). Também nada de nome de Cru no rótulo, pois neste caso o produtor conhecia as parcelas de suas vinhas e com maestria fazia o blend final com a Nebbiolo.

Durante esta semana vamos publicar no blog os vinhos de borbulhas, brancos, tintos, de sobremesa e fortificados que nos emocionaram em 2016.

 

 

 

 

 

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