Beaujolais Nouveau est arrivé!

Na próxima quinta-feira, dia 17, desembarca no Brasil – e em muitos outros países -, garrafas de Beaujolais Nouveau, como acontece todos os anos, sempre na terceira quinta-feira de novembro, numa jogada fenomenal de marketing que marca o lançamento anual desse vinho.

Como caracterizar o Beaujolais Nouveau? Um vinho simples, simpático e consistente, ou um vinho barato (exceto no Brasil), de consumo rápido, em temperatura mais fresca (mesmo sendo tinto)? Outra forma de defini-lo é dizer que, de maneira quase universal, os críticos sempre torcem o nariz para ele. Sem dúvida, nada de outro mundo, certamente. Trata-se de um vinho frutado em que os aromas de banana sobressaem, assim como o de outras frutas, como o morango, com um corpo leve e suave. Um pouco mais de complexidade é esperado no Beaujolais Villages Nouveau.

Como fenômeno mundial de marketing o processo se deu a partir da década de 60. Inicialmente (1951) o objetivo era vender em Primeur para os cafés e restaurantes vizinhos à região, Sul da Bourgogne.

bn2016Entre Borgonha e Rhône-Alpes, mais precisamente, da Côte Mâconnaise, no Norte, ao Vale de L’Azergues, no Sul, o Beaujolais vitícola reúne não só vinhos com excelente relação qualidade-preço, mas também um rico patrimônio arquitetônico. Entre um gole e outro, não há como deixar de ver e ficar deslumbrado com seus belos castelos e extasiado com a belíssima “pintura” de visão que se tem do alto de Moulin-à-Vent, um moinho do século XII. Não se pode deixar de visitar os vilarejos de Sales Arbuissonas, Vaux en Beaujolais, Chambost-Allières, Odenas, Chamelet, St Vérand, Oingt e Beaujeu, de onde se originou o Beaujolais. Nesse último vilarejo é onde a festa rola de verdade, com tudo a que se tem direito, e, sem dúvida alguma, com muita degustação. Deve-se aproveitar para visitar o museu de tradições populares Marius Andin, que tem uma parte consagrada ao trabalho do vinhedo. Château de Corcelles (edifício do séc. XV), com suas galerias renascentistas, e “Le Pays des Pierres Dorées”, (casas de pedra calcária que adquire a cor dourada ao entardecer) são alguns dos locais imperdíveis. Sem falar que essa região está muito próxima de Lyon, paraíso para os gourmets, já que é a capital gastronômica da França.

Os vinhos de Beaujolais são produzidos com a uva Gamay, de pele fina e poucos taninos. Cerca de 60% da uva Gamay na França vem da região de Beaujolais. Parece que foram os comerciantes gregos, ou romanos, que teriam introduzido essa cepa na região Lyonnaise. A Gamay foi inicialmente adotada pela Borgonha, que logo a abandonou, por se tratar de uma cepa muito vigorosa. Mais tarde, tornou-se a variedade emblemática de Beaujolais.

A vinificação beaujolaise exalta a fruta da Gamay, produzindo vinhos ricos de pequenas frutas vermelhas, de pêssego, de banana e flores. No caso do Beaujolais Nouveau a técnica de vinificação usada é a de maceração carbônica, obtendo assim um vinho bastante frutado. Aqui não se fala em vinhos de guarda, e sim de um vinho que de preferência deve ser saboreado em seu primeiro ano de vida. Para quem deseja um Beaujolais de guarda, mais complexo, o caminho são os Crus – senhores de Beaujolais. No próximo artigo, vamos conhecer as características dos vinhos produzidos em cada um deles.

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