Vinho e cefaleia

Headache, artwork

Uma minoria da população tem cefaleia com o vinho mesmo quando se bebe pouco. Assim como a ingestão de vinho é capaz de desencadear uma crise de enxaqueca naquelas que já tem. Em suma, dependendo da quantidade e de casos especiais, o vinho seja ele, barato ou caro, pode provocar dor de cabeça.

Portanto, não é verdade que vinho caro e bom não provoca dor de cabeça. Porém, com vinho barato a associação é mais comum, por diversas razões.

Vinhos baratos ruins tendem a ter mais açúcar que os vinhos secos de melhor qualidade, pois a preocupação no caso é de quantidade (produção em massa) que pode, em parte, ser resolvida adicionando o açúcar durante a fermentação, com o propósito de impulsionar o álcool. Este, quando combinado com o açúcar pode se constituir em um poderoso gatilho de dor de cabeça. Ao consumir álcool ou açúcar, você precisa processar estas substâncias e para isso necessita de muita água. Não estando seu corpo bem hidratado, o que acontece? Ele irá “puxar” água de tudo quanto é parte do corpo, inclusive o cérebro, que responde pela falta de água com dor de cabeça. Portanto, evite rótulos baratos (e, ruins), pois, em geral, a produção se faz em batelada e a vinificação é acompanhada de adição de muitas substâncias químicas.

Outra questão que se levanta diz respeito aos congeners – impurezas alcoólicas -, que normalmente são encontrados em vinhos de qualidade inferior e que podem causar cefaleia e ressaca. O metanol é um deles.

O que causa a cefaleia? Pode-se dizer que nada tem a ver com os sulfitos (menos de 1% tem alergia a ele) e os culpados prováveis são os taninos, os flavonoides (os mesmos que protegem o coração) e alguma deficiência enzimática presente em algumas pessoas.

Como prevenir dor de cabeça com vinho? A água é o seu melhor aliado quando o consumo de álcool pode causar desidratação. Desde tempos hipocráticos já se sabia disso, inclusive a medicina coreana orienta que nas 24 horas seguintes à bebida alcoólica devemos ingerir a seguinte quantidade de água: o dobro do usual, para cerveja; cinco vezes mais, para vinho e dez vezes mais para destilados. Dizem que este procedimento protege o fígado, os rins e o cérebro. Particularmente, defendo a ingestão do dobro de água entre os goles de vinho, de modo que meia taça de vinho teria como contrapartida um copo cheio de água. Alguns especialistas aconselham que quando se bebe mais de duas taças de vinho, que sejam tomados dois copos de água a cada taça de vinho, além de se alimentar durante os goles. Lembre sempre que vinho é bebida para ser compartilhada e de preferência com algo para “beliscar”.

Podemos concluir então da necessidade de estar consciente de quanto de vinho será consumido e sempre manter-se hidratado. No caso de vinho barato (e, ruim), o melhor é não bebê-lo, ou ingeri-lo pouco, e como prevenção de cefaleia, coloque uma grande jarra de água do lado e embebede-se dela. Um provérbio português diz que “quem tem bons vinhos, tem bons amigos”, por isso tenha cuidado ao servir vinho barato (e, ruim), pois ele pode gerar inimizades, tremenda “dor de cabeça”, você não acha?

Vinhos

Fugiriam do escopo da pergunta as causas de cefaleia com o vinho, porém, De modo geral, os vinhos tintos provocam mais do que os brancos ou espumantes. Polêmicas à parte com este tema pode-se concluir que os vinhos baratos são os mais acusados pelas dores de cabeça dos provadores. Porém, vinhos caros também podem participar deste binômio.

Gerson Lopes – médico e editor do blog http://www.vinhoesexualidade.com.br

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