Sexo na “maior idade” — mitos e verdades

casal-terceira-idadeCom o passar do tempo, ficam cada vez mais nítidas no corpo as modificações que chegam com o avanço da idade. Nas mulheres, a produção de estrogênio — o hormônio feminino — cessa após a menopausa, que no Brasil acontece por volta dos 50 anos e, como consequência, as rugas começam a aparecer, os ossos ficam mais frágeis, há perda na excitabilidade durante as relações sexuais, que passam a contar com menor volume de lubrificação, além de orgasmos menos intensos. Já o organismo masculino fabrica menos testosterona, o que resulta em menor força e energia, demora nas ereções, que também são menos firmes e com duração reduzida.

Apesar destas modificações, a ciência e a medicina mostram que a diminuição da atividade sexual de maneira perene e significativa após os 50 anos é um mito. “Em matéria de sexo não há aposentadoria”, segundo Ricardo Cavalcanti, sexólogo renomado em seus mais de 80 anos.

sexo-na-terceira-idadeO sexo não fica pior ou melhor; ele fica apenas diferente. A freqüência do sexo diminui e a condição de se excitar (lubrificação vaginal na mulher e ereção nos homens) e a resposta do orgasmo também se modificam. Nas pessoas com pouca atividade sexual na fase adulta, o impacto é maior com o avançar da idade.

Nessa etapa da vida as pessoas são bastante suscetíveis aos problemas sexuais, em particular a disfunção erétil (DE) entre os homens e o desejo diminuído entre as mulheres. Doenças crônicas como as vasculares, diabetes e hipertensão e o consequente uso contínuo de medicamentos, a existência de outras enfermidades como depressão e câncer ou a ocorrência de cirurgias, também incidem mais fortemente a partir dessa idade. Outros fatores que podem potenciar as disfunções sexuais são os problemas sexuais do (a) parceiro (a) e a monotonia conjugal.

O diálogo entre o casal e a procura por tratamento médico são fundamentais para a resolução de problemas como a disfunção erétil. O indispensável é que o casal converse e, juntos, procurem orientação médica, pois hoje existem medicamentos facilitadores de ereção, em uso diário como a tadalafila (5 mg) que possibilitam que a pessoa recupere o vigor sexual, voltando a ter sexualidade com qualidade.

Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a sexualidade segura e prazerosa é um indicador de qualidade de vida de uma população. Com a chegada da maturidade, a importância da quantidade de relações sexuais dá lugar para a qualidade: A maneira mais plena e saudável de se envelhecer é com sexo. O importante é manter hábitos saudáveis e procurar um médico sempre que alguma coisa parecer não estar bem. Sexo é sinônimo de saúde e também de aprendizado.

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