Mitos da disfunção erétil (“Impotência”)

impotencia-sexualNão há termo mais inadequado para disfunção erétil (DE) que impotência. Impotência tem um significado que vai muito além de um problema comum entre os homens, particularmente, depois dos 40 anos – aproximadamente 50% -, que é a dificuldade de ereção. Impotência no dicionário traduz em “falta de poder, força ou meios para realizar algo”. Triste saber que algum homem possa pensar que o seu poder se encontra em um pênis erétil.

Talvez o maior mito (mentira com força de verdade) que permeia a DE seja o de “o homem nunca falha”, mas existem muitos outros. Não raramente problemas sexuais no homem originam destes mitos. Por outro lado, é sempre bom esclarecer que a saúde masculina tem como indicador importante a vivência de uma sexualidade segura e prazerosa.

1º Mito: O homem sempre está disposto para o sexo. Realidade: Disposição não significa ereção, mas ter desejo sexual. O fato de a parceira estar com desejo sexual não resulta, necessariamente, em desejo no homem. O respeito ao desejo de cada um é condição básica para o relacionamento.

2º Mito: Para ter ereção, basta querer. Realidade: A cultura sexual brasileira fomenta esse tipo de mito. Mas a ereção é governada pelo sistema nervoso autônomo (involuntário). Portanto, não se submete ao nosso controle. O máximo que se pode fazer é facilitar (relaxamento e estímulos sexuais) ou dificultar (preocupação e ansiedade) o aparecimento e/ou manutenção da ereção.

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3º Mito: “Comigo não tem falha. Sempre vou ter ereção na hora que minha parceira quiser.” Realidade: Como foi dito anteriormente, a ereção é mediada pelo sistema nervoso autônomo ou involuntário, portanto, não está submetida ao controle voluntário, como o de levantar e abaixar os braços. Caso tenha DE (disfunção erétil), por problemas orgânicos ou de origem psicológica, o homem deve procurar o urologista e se submeter ao tratamento correto.

4º Mito: Todo homem diabético algum dia não conseguirá ter mais ereções. Realidade: O diabetes realmente tem efeito significativo na sexualidade masculina, principalmente sobre a ereção, porém, quando diagnosticado cedo e bem controlado, a pessoa não necessariamente terá disfunção erétil (DE). É verdade que a DE pode ter como sintoma inicial o relato de dificuldades eretivas e muitos casos foi descoberto a partir da queixa do homem com DE. Por outro lado, a solução do problema sexual quando presente pode ser um estímulo para que o homem faça melhor controle de seu diabetes, inclusive, adotando hábitos mais saudáveis de vida.

Disfunção-erétil

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