Champagnes que fazem história

Bebidas lendárias para experimentar!

Da série “Recordar é Viver” relato uma degustação de champanhes que participei alguns anos atrás que foi dos sonhos. “Champanhes lendários” – com esse tema, Carlos Henrique Decat, profundo conhecedor de vinhos das Minas Gerais, nos propiciou uma degustação de eterna lembrança. Show! Divino! Estupendo! Bravo! – foram alguns dos adjetivos que a todo o momento pipocavam na fala dos participantes, à medida que iam provando cada uma das preciosidades.

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Nesse dia desfilavam nada mais que alguns dos maiores champanhes do planeta, de excelentes safras e envelhecidos (dormiram em berço esplêndido, boa conservação): Perrier Jouët Belle Époque 1989, Taittinger Comtes de Champagne 1990, Laurent Perrier Grand Siècle (milésimes 1988/1989 e 1990), Pommery Cuvée Louise 1989, Cuvée William Deutz 1990, Charles Heidsieck 1985 e Dom Pérignon 1985.

 

A Pommery, uma das maisons históricas de Champagne, localiza-se na capital dessa região (Reims) e produz seis milhões de garrafas de pura sedução. Alia de maneira magnífica a tradição do champanhe com um toque de modernidade que agrada e muito os amantes dessa bebida. Degustamos a sua cuvée de maior prestígio – Louise, nome que homenageia sua fundadora, Louise Pommery. Esse champanhe, safra 1989, estava simplesmente maravilhoso. Para alguns dos presentes representava o melhor da noite.

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Apesar de ser muito pouco conhecida pelos brasileiros, a Deutz é uma empresa muito respeitável, e atualmente é propriedade da Roederer, que com êxito mantém a qualidade e características do mesmo champanhe que fazia seus fundadores – William Deutz e Pierre-Hubert Geldermann. Com predomínio de pinot noir, esse champanhe podia não ter um grande impacto nos aromas, mas mostrava no nariz uma complexidade incrível de odores (azeitona, mineral, etc) e parecia pedir urgentemente a companhia de um prato. Personalidade bem definida com expressão de boca muito fragrante.

 

Outro champanhe não muito badalado entre nós, da casa Charles Heidsieck, encantou a todos, tendo votos como o melhor da noite. Seus vinte e dois anos de vida lhe fez muito bem. Belíssimo champanhe!

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Degustamos o top de linha da Laurent Perrier – Grand Siécle, no caso, uma mescla de três safras, 1988, 1989 e 1990. Era o que parecia mais jovem de todos pelo seu dourado, ainda muito vivaz, seus aromas cítricos e sua acidez fresca e viva.

 

“Belle Epoque” de Perrier Jouët é uma das cuvées de prestige de mais reputação no mundo. Esse de 1989 mostrava um dourado mais evoluído, e nos aromas (persistentes) encantava pelo caramelo, mel, brioche, tendo um final de boca sem fim, ainda meio frutado (damasco). Elegantérrimo!!

 

Tattinger Comtes de Champagne 1990 entrou, como era esperado no grupo dos que mostravam uma delicadeza ímpar, junto com a anterior, Louise e Dom Perignon. Sobre esse último (safra 1985), é melhor não dizer nada para não ser superficial. Fenomenal!

 

Não estava no script, mas resolvemos tomar um Dom Perignon ainda na juventude, com apenas onze anos (da grande safra de 1996). Podem esquecê-lo na adega, porém já está maravilhoso. Que noite terrível! Inesquecível!

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