Disfunção do Desejo Sexual

 

O desejo é a fase encoberta da resposta sexual, em que todas as reações se processam apenas na esfera cerebral, não evidenciando nenhuma manifestação corporal visível. Os conhecimentos fisiológicos desta fase estão em franco desenvolvimento, com a descoberta de neurotransmissores, esteróides sexuais e outros hormônios.

Os problemas de desejo sexual – inibição ou hipoativo – atingem mais as mulheres (principalmente depois de 40 anos) que os homens, porém, isso vem mudando através dos tempos.

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Podemos também dizer que a queixa sexual mais frequente entre mulheres de mediana idade é a da inibição do desejo, isto é, a falta de interesse pelo sexo. Comum, perturbador e de difícil solução. Algumas mulheres com este problema passam a fazer sexo por obrigação, para cumprir uma norma ou para não perder o parceiro. Não sabem que, agindo dessa forma, se estreitam e simbolicamente acabam morrendo ou matando a relação. Em suma: complicam ainda mais a inibição de seu desejo e, não raramente, acabam evoluindo para um quadro de aversão pelo sexo.

A falta de desejo sexual tem sido denominada inadequadamente (pejorativa) de “frigidez”. Uma sinonímia mais apropriada seria inapetência sexual, anorexia sexual, desejo sexual inibido ou hipoativo.

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Infelizmente, em alguns casos, o que acabou não foi a vida sexual do casal, mas sua vida conjugal. A busca pela terapia sexual, nesses casos, se faz na tentativa de resgatar uma relação que já não existe e, portanto, é infrutífera. Podemos dizer que, mesmo que ainda haja o casamento, não há mais o casal (dentro de um conceito de algo dinâmico). O espaço para a abordagem desse problema não é a terapia sexual. A terapia individual e/ou de casal pode ajudar na percepção da(s) pessoa(s) de “escolher o que perder, para não perder o que não escolheu”, como bem coloca o psicólogo e poeta mineiro Wolber de Alvarenga.

Nos casos em que a falta de desejo advém da monotonia conjugal, ausência de fantasias, desconhecimento corporal ou de jogo sexual com estimulação insuficiente e/ou inadequada, a mulher pode ser ajudada por meio do aconselhamento sexual, que é uma forma de terapia breve. Quando há diagnóstico de depressão, importante causa de diminuição de desejo sexual, a instituição de medicação específica (“antídotos” ou a troca) pode resultar em melhora significativa. Apesar de controverso, em casos selecionados, doses mínimas de testosterona podem ser administradas como coadjuvantes do aconselhamento. Bupropiona, trazodona, ioimbina e testosterona são alguns dos medicamentos estudados com o propósito de melhorar a libido, e devem ser usados apenas sob prescrição médica.

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Repulsa, medo, suor, palpitação, sudorese, tremor, enjoo, falta de ar, quando “pinta” possibilidade de sexo, fazem parte de um quadro mais avançado de disfunção de desejo, denominado de fobia ou aversão sexual. Nessa situação, a mulher ou o homem não se mostram apenas indiferentes ao sexo, mas frente a ele, ou diante da possibilidade de vivê-lo, essas pessoas apresentam diferentes graus variáveis de desconforto descrito acima.

 

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4 comentários sobre “Disfunção do Desejo Sexual

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