Vinho, amor e sexualidade: o valor do tempo – Parte 3

O tempo nas relações amorosas com filhos

Vamos começar falando sobre a importância de se dedicar tempo na educação de filhos. Gosto sempre de dizer que na educação amorosa (amor, é sim, material de aprendizagem) de filhos, não há espaço para terceirização. A principal e genuína educadora é a família.

Acompanhar o desenvolvimento dos filhos pode ser uma tarefa muito prazerosa. Porém, dá muito trabalho e exige de nós muito comprometimento e determinação. Na verdade, muitos não querem comprometer-se.

Happy-Family-Outside-Home

 

Tradicionalmente relegada à mãe esta tarefa (educação), hoje, tem que ser dividida. No mundo de ontem, para ser bom pai bastava ser provedor, ao passo que no atual é preciso equilibrar desejos individuais e responsabilidades profissionais com o exercício da paternidade. Concordo que não é fácil, porém é necessário que mudemos. Em minha casa, não há só pai e mãe, existe uma figura importante que convencionei chamar de “pãe”. A brincadeira de unir pai e mãe em uma só figura dá algo parecido a pães, e simboliza muito bem o que devemos ser: bom fermento para os filhos amadurecerem bem, como um grande vinho.

É preciso cotizar o tempo da melhor forma possível entre todas as necessidades e na educação dos filhos. Uma pergunta constante em minhas palestras: em meio a esta correria toda como fazer para cuidar dos filhos?

Em primeiro lugar, temos que entender que quantidade de tempo (alegada como sendo pouco) não necessariamente envolve qualidade. Nos momentos em que estamos em família, – seja com nossos filhos ou com nossa companheira- é quando precisamos investir em qualidade de relacionamento. Nada de programas de adultos na TV (de criança, junto deles, faz muito bem), computador, conversas de trabalho, celular a todos instantes, etc. Vale é a qualidade e não a quantidade de tempo que estamos juntos dos filhos. Infelizmente, tem pais que não vêem os filhos e a TV (muitas vezes, como deseducadora) ocupa o seu lugar.

Em segundo lugar, temos que – “escolher o que perder para não perder o que não se escolheu”, frase magistral do psicólogo mineiro, mestre e amigo Wolber de Alvarenga. Utilizando ainda um conceito de Wolber, que diferencia importância (ter, exterior, aparência, conquista, etc.) de valor (ser, interior, essência, realizações, etc.), pode-se observar que só é possível fazer estas escolhas quando se dá mais valor e menos importância às coisas da vida. Cada dia mais estou me dando mais valor e deixando de lado o ser importante, e aí percebo que fica mais fácil fazer as escolhas corretas.

dicas-para-manter-a-boa-qualidade-do-ar-da-sua-casa-newtemp

 

Domenico di Masi, famoso sociólogo italiano, diz em seu livro “O Ócio Criativo”, que as pessoas precisam aprender que o trabalho não é tudo na vida e que existem outros grandes valores como a diversão para produzir alegria, o sexo para produzir prazer, a família para produzir solidariedade, etc. Tempo não é dinheiro, é vida! (veja texto no Box)

Um lazer com prazer, que implica em ócio é também um investimento em saúde. O lazer com celular, computador, sem ócio, não dá prazer.

Temos que ser a “terra fértil” para nossos filhos e só com diálogo e presença amorosa é possível ser. Dá trabalho e exige tempo. Amor implica também em dizer não aos filhos, e percebo que os pais atuais têm muitas dificuldades em fazer esta colocação. Seria por falta de tempo? Acredito que em parte sim, só em parte.

Extended happy family standing in the park.

 

Na quarta e última parte falaremos sobre o tempo na sexualidade. Aguarde!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s