Vinho, amor e sexualidade: o valor do tempo – Parte 1

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Em seu livro, “Sem Tempo Pra Nada – vencendo a epidemia de falta de tempo”, o psiquiatra americano Edward Hallowell propõe algumas orientações práticas e úteis que vão ajudar as pessoas a organizarem seu tempo e encontrar seu próprio ritmo. Como aqueles típicos livros de auto-ajuda americanos, o autor enumera 10 regras a serem seguidas para que você dê conta de todas as suas tarefas e ser feliz ao mesmo tempo.

Deixando a receita mágica de lado, proponho neste artigo uma reflexão profunda do valor do tempo para vinhos (alguns), assim como para o amor e a sexualidade, onde ele é fundamental.

Por outro lado, esta correria desenfreada que imprimimos a vida, não pode comprometer a nossa qualidade de vida, que por sua vez, está ligada ao conceito de saúde e de uma sexualidade segura e prazerosa. Tendo tempo pra você, o passo seguinte é investir nos relacionamentos, particularmente, com as pessoas amadas.

Ter paciência com os vinhos de guarda, degustando-os em seus melhores momentos é básico, e muitas vezes isso não acontece.

Algum tempo atrás o Banco Santander ao falar de uma de suas contas de investimento, fazia ilação entre ganhos com aplicações em longo prazo e o vinho, em que dizia que “tem coisas na vida que ficam melhores com o tempo”. O vinho (alguns) é uma dessas coisas e é por onde pretendo iniciar nossa conversa.

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Amor ao vinho – cuidados na armazenagem (guarda)

Sem pressa alguma para terminar a tarefa que proponho – o de escrever esta matéria-, começarei pelo valor do tempo (guarda) para aqueles vinhos que pedem um tempo em garrafa antes que o degustemos. Começo com os cuidados que se deve ter no armazenamento, e depois falo sobre quais são os vinhos que agüentam a guarda.

Para que a rolha não resseque e, portanto, não encolha e permita a passagem de oxigênio em quantidade significativa, os vinhos devem ser guardados em posição horizontal. O inimigo ar (oxigênio), penetrando em quantidade exagerada, acabaria “matando” os aromas e oxidando o vinho.

Guardar o vinho em temperaturas altas (acima de 20 graus) tem a sua evolução acelerada. Oscilações de temperaturas causam mais “estragos”, que temperaturas pouco altas constantes. O ideal é guardá-lo na temperatura entre 13 e 16 graus.

A guarda é positiva quando a exposição à luz não é muito forte por períodos bastante longos. A mesma coisa pode dizer com relação às vibrações, que só seriam danosas, quando este movimento é mais ou menos constante.

Geladeira, por exemplo, envolve temperatura muito baixa (acelera a evolução do vinho), luz e vibração constante, além da possibilidade de odores desagradáveis. Entretanto, pode-se pensar sem grandes problemas, na guarda de vinhos durante poucos dias na parte baixa da geladeira. Odores fortes, próximos ao vinho por muito tempo, podem trazer malefícios irreversíveis a essa bebida maravilhosa. Uma opção, seria comprar as adegas comerciais, que são boas, apesar de serem caras.

Na segunda parte, falaremos sobre aqueles vinhos que se beneficiam com o tempo de guarda.

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