Do beber ao degustar

Quando você está com sede, bebe água. Quando procura “prazer”, bebe vinho. Porém, não se deve apenas beber vinho e, sim, degustá-lo.

Como diz Fernando Garcia Del Rio, em sua magnífica obra “El Libro del Catador de Vinos”: o catador (degustador) no “nace” sino que “se hace”. Algumas coisas podem afetar nossa capacidade de análise sensorial (perfume, pouca luminosidade ambiental, etc.), e, dentre elas, gostaria de destacar o tabagismo. É mais um motivo para você deixar de fumar. Parafraseando um provérbio espanhol que diz “Si el vino perjudica tus negocios, deja los negocios”, diria que “se o cigarro atrapalha o seu vinho, deixe o cigarro”.

Dal Pizzol, museu, saca-rolhas,  junho 2013

Um bom saca-rolha é indispensável a um bom serviço do vinho. Estes acima são apenas históricos, do Eco Museu da Cultura do Vinho Dal Pizzol. (Foto: Lucinara Masiero)

A “operação” de degustação deve ser feita com taças apropriadas (transparentes, com pés longos) e com uma quantidade de vinho nessa taça equivalente a aproximadamente 1/3 da mesma (máximo a metade). Isto permite que os aromas se volatizem no seu caminho ascendente e se concentrem na sua parte alta. Muito vinho nos dificultaria mover a taça (manobra que aumenta os odores) e possibilitaria uma menor concentração de aromas na parte superior dela. Uma quantidade pequena pode ser insuficiente para apreciar o vinho.

Do mesmo modo, existem temperaturas ideais para a prática da degustação. Os vinhos brancos, antes de serem servidos, devem ser guardados na geladeira (parte de baixo, deitados, onde se guardam verduras e legumes), nunca no congelador e, quando forem para a mesa, deve-se mantê-los em um balde de gelo com um pouco de água fria. Os tintos jovens ou de estágio curto podem e devem ser “resfriados” no balde de gelo (5 a 8 minutos no balde ou na geladeira por mais tempo na parte baixa).

taca

As condições ideais de temperatura e, às vezes, a aeração (abri-lo pouco tempo antes, ou, de preferência, colocá-lo em um decanter), faz com que o vinho se “abra”, isto é, leva-o a um crescimento de suas características. Pode-se perceber que a escala de temperaturas ideais tem alguma correspondência à ordem que se apresenta nas garrafas no decurso de uma refeição. Mais frescor no início – espumantes (brut), brancos secos ou Porto; mais quentes quando chegar aos tintos. De modo geral, tintos, quando frios, mostram um gosto metálico (tanino) e, quando quentes, exacerbam o álcool. Um branco em uma temperatura alta perde o seu frescor, características das mais admiradas.

 

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