Champanhe, a bebida das celebrações

Na hora de celebrar as festas de fim de ano, nenhuma bebida resulta mais elegante que o champanhe. Este possui o caráter festivo que surge de suas finas e intermináveis borbulhas. Identificado com momentos de alegria, amizade e felicidade, sua história traz um toque de ironia, pois foi na região de Champagne (Nordeste da França), que se deu “algumas das batalhas mais amargas da humanidade”, descritas com detalhes pelo casal Don e Petit Kladstrup em seu interessante livro – Champagne- como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos difíceis’.

Um passeio imperdível a todo amante da bebida do deus Baco, é a rota das borbulhas nobres, que fica pouco mais de uma hora de carro de Paris. Clique aqui para conferir dicas imperdíveis sobre a região.

Champagne, a região, é feminina, e champanhe, o vinho, masculino. Nunca é demais reforçar que o termo champanhe só deve ser utilizado para denominar espumantes produzidos na região de mesmo nome. Todos os demais espumantes, mesmo aqueles feitos pelo méthode champenoise (clássico ou tradicional) em que a segunda fermentação se dá na garrafa, não devem e nem poderiam ser chamados de champanhes.

Na sua feitura pode-se usar a uva branca chardonnay, que contribui com o frescor e a delicadeza, a tinta pinot noir, que confere corpo e profundidade, e a pinot meunier, o perfume do champanhe. Produzido apenas com chardonnay, o champanhe é chamado de blanc de blancs,  e blanc de noirs se feito apenas com pinot noir e/ou pinot meunier. De acordo com a quantidade de açúcar residual expressado em gramas por litro, o champanhe é classificado como: brut nature ou zéro (não leva licor de expedição), extra-brut, brut (a grande maioria), extra-dry, sec, demi-sec e doux. Há também magníficos champanhes roses (geralmente mais caros), obtidos pela mescla de vinhos de base branco e tinto. Geralmente, gastronômicos (para a mesa) à beça.

Um bom champanhe começa nos seduzindo pela visão – cor (amarelada, dourando-se com o tempo na garrafa), brilho, além do visual das bolhinhas de CO², finas e persistentes que se desprendem do fundo da taça. Estas são produzidas pelo atrito do líquido com a taça e produz esta bela visão – o perlage (colar de pérolas, em francês). A elegância é completa quando o apresentamos ao nariz e à boca. Tostados que lembram a casca do pão, notas florais, de frutas frescas e às vezes em geleia ou maçã assada ao forno, tons herbáceos e, em alguns casos, um componente defumado. Isso tudo e mais o “mar de borbulhas” levam ao enamoramento.

O champanhe não deve ser degustado apenas nas festas de final de ano, mas com toda certeza é imbatível para celebrar ou presentear. Envolvente, ele foi capaz de seduzir bebedores famosos, como o rei francês Luiz XIV, o imperador russo Frederico I e o lendário Napoleão Bonaparte, que assim referiu sobre o champanhe: “Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário”.

Do aperitivo à sobremesa (champanhe demi-sec ou doux), a qualquer hora, tudo vai bem com o mais cosmopolita e festejado dos vinhos. Os franceses dizem que só duas coisas não combinam com champanhe: chocolate e frutas ácidas. Podemos dizer que há champanhes de aperitivo, da mesa (gastronômicos, mais estruturados) e os de meditação (tocam nosso coração). Pode ser uma boa companhia para muitos dos tradicionais pratos servidos nas festividades de Natal e Ano Novo. Seu fantástico frescor (acidez e CO²) e estrutura o tornam bem versátil à mesa.

Embora não exista época certa para degustar um bom champanhe, não há como negar que, em todo mundo, o seu consumo é aumentado nessa época e o pedido de indicação é uma constante.

É possível comprar um champanhe com excepcional relação preço-prazer, por volta de 100 reais? A dica do blog  é o Charles Douteiy Brut Selection, uma exclusividade da Adega Super Nosso. A sedução começa pela cor e aromas, e na boca é pura elegância: frescura, cremosidade, estrutura e término de gosto de quero mais.

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