O papel das recordações no viver

Como dizia o grande poeta Mário Quintana, “o passado não reconhece seu lugar: está sempre presente”. Queiramos ou não, a vida é feita de momentos e todos se fazem presentes ao longo de nossa existência. Só a sabedoria, fruto do saber viver, é capaz de nos dotar das habilidades necessárias para lidar com todas as recordações, boas ou ruins. Vale aqui a lembrança de uma parte de uma música de Roberto Carlos:

Das lembranças que eu trago na vida

Você é a saudade que eu gosto de ter

Só assim sinto você bem perto de mim

“Uma vida não basta ser vivida, precisa ser sonhada”, outra pérola de Quintana, nos mostra o quanto o sonho é importante em nossa existência. Pode-se dizer que o sonho é o alimento do psiquismo, de nossa saúde mental, assim como a fantasia sexual é do erotismo.

Continuando com frases de Quintana, quando diz que “a recordação é uma cadeira de balanço, embalando sozinha…”, volta a reflexão de quanto é necessário ter sabedoria, para que se possa ser solidário na solidão dos pensamentos, de perdas e ganhos no decorrer da vida.

A lembrança de meu guru, o psicólogo e poeta Wolber de Alvarenga, dói e muito, mas com ele aprendi que “não posso ficar no que perdi, pois agindo assim, perco o que poderia ganhar”. E é sobre “Perdas e Ganhos” (nome de uma poesia em seu livro “Vi Ver Vi Vendo II”) que termino a breve reflexão.

Perdi

Tudo

Que tinha

perdido

 

Amei

Tudo

Que amar

 Podia

 

Comi

Tudo

Que comer

Queria

 

Deixei

 Tudo

Que havia

Deixado

 

Morri

Sem querer

Morrer

Um dia

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