O papel da família na educação sexual dos filhos

filhos

Sem dúvida, se existe uma receita para uma adolescência saudável e, conseqüentemente uma sexualidade ajustada, ela passaria por uma participação significativa dos pais, que deveriam combinar ou harmonizar autoridade e afetividade.

Orientar é ajudar a criança e o adolescente com diálogo, apoio e compreensão – a sentir-se seguro e capaz de tomar decisões importantes. Sabemos, por outro lado, que o efeito comunicativo da educação é passado mais por atitudes do que por informações. Portanto, em primeiro lugar, é desejável que os pais tentem refletir e superar sua postura repressora, carregada de mitos e preconceitos sexuais. Significa uma tomada de consciência sobre a própria sexualidade. É a velha história: “Faço comigo, o que fizeram comigo. Faço com os outros, o que faço comigo” (Wolber de Alvarenga). Os jovens preferem à família como principal agente de educação em sexualidade, porém referem sentir enorme dificuldade de comunicação, em geral, ainda mais sobre o tema sexualidade. A ausência dos pais acaba por facilitar com que a mídia ocupe o papel principal de socialização da criança e do adolescente.

Na relação pais x filhos a educação para o amor e educação para a sexualidade não dá para terceirizar. A família tem que assumir o seu papel fundamental; podendo, entretanto, contar com a ajuda do medico, do educador, etc.

É preciso cotizar o tempo da melhor forma possível entre todas as necessidades na educação dos filhos. A quantidade de tempo que os pais passam com os filhos, porém, não significa necessariamente em uma boa relação. É preciso que melhoremos a qualidade da relação nos momentos nos quais estamos com a família, seja com filhos, seja com o (a) companheiro (a).

“O papel da unidade familiar é extremamente importante e começa pelo próprio fato dos pais viverem uma família coesa, unida e ordenada, respeitável no sentido de funcionar como um modelo a ser observado pelos jovens, modelo esse que eles vão procurar duplicar eventualmente, quando chegar a sua vez. Esse é um componente oficioso, digamos assim, daquilo que se chama formalmente de Educação Sexual, pois tudo depende de um processo de ensino/aprendizado, que começa muito precocemente em casa, desde o momento em que a criança observa e abstrai da vida dos seus familiares aquele conjunto de fatos que eventualmente lhe serão marcantes por todo o resto de sua existência”, assim diz Ronald Bossemeyer, conhecido ginecologista brasileiro.

Como reflexão final, reforçamos a importância do estímulo ao diálogo, à compreensão e à confiança que são fundamentais para aproximar pais e filhos. Sem falar no contato caloroso, afetivo, alimento do corpo da alma.

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